sexta-feira, 19 de outubro de 2007

SARAVÁ

TEMOS ACORDO Finalmente, após anos e anos de incertezas, a Europa chegou a acordo. Os países da União, uniram-se... O que não deixa de ser estranho após as peripécias mais ou menos mirabolantes que povoaram as reuniões ministeriais dos últimos (40 ou 50) anos. A grande notícia é: Burocratas, Eurocratas e Engenheirocratas entenderam-se. Saravá, saravá. Neste dia, de exultante felicidade, congratulo do alto desta tribuna: José Sócrates -por fazer nascer o menino. Carvalho da Silva -por aclamar o menino (involuntariamente, mas a intenção estava lá). Durão Barroso -por ser o menino...Não se riam, alguém tinha de incarnar o papel. Outros agradecimentos impõe-se: à Sr.ª. esposa do Sr. 1º Ministro de França agradeço por o distrair; aos ultra-liberais Ingleses por obrigarem o Sr. Brown a se decidir; aos inenarráveis gémeos Polacos por estarem presentes, só veio um mas é como se cá estivessem os dois; ao Sr. Bush por existir e, last but not the least, aos Italianos por quererem ter tantos deputados como os outros, mesmo sem os merecerem. Posto isto, importa lembrar que daqui para a frente Menezes já tem assunto, o refendo, Jerónimo já tem cavalo de batalha, Louça já tem mula de batalha e Portas não tem mãos a medir. E, do Portugal profundo, hão de emergir as vozes do descontentamento que alvoram os dias do fim. Não desfazendo, mas de Santa Comba já não dão... Se poucas vantagens se viam em tão esperado pergaminho, uma alcandora-se à posição cimeira: é mais fácil dizer Lisboa do que Maastricht (e não sei se está bem escrito, que nem o processador de texto sabe neerlandês ou lá o que o valha) e é mais bonito assiná-lo aqui do que nas ruas poeirentas de Londres. Para justificação é pouco, mas é de boa vontade. E o brindezinho com Murganheira só lhes ficou bem, um bocadito entalado a alguns mas mesmo assim...